Rancho Folclórico “Os Unidos” da Cheira: a cultura aliada à tradição

O Rancho Folclórico “Os Unidos” da Cheira remonta há mais de 100 anos. Localizado na aldeia da Cheira, no concelho de Penacova, “Os Unidos” são o resultado da união entre o rancho infantil formado em 1976 e o rancho adulto. Desde 2014, que “Os Unidos” da Cheira são também uma associação. O Rancho Folclórico “Os Unidos” da Cheira através da sua “etnografia, danças e cantigas”, pretende preservar a forma de vida de antigamente da aldeia da Cheira e do concelho de Penacova. 

Reportagem de Diana Almeida

A mostrar que o folclore não é apenas para os mais velhos, Paulo Viseu, de 21 anos, pertence aos “Unidos” há quatro anos. “Eu nunca senti repulsa por pertencer ao rancho e ser jovem, porque eu acho que é importante nós mantermos esta parte da nossa cultura viva. Acho que seria muito triste perdermos uma parte tão bonita da nossa cultura, e que traz tanto, tanto economicamente, como socialmente ao nosso país, para demonstrar de várias formas o que é Portugal, o que era Portugal e o que nós podemos fazer”, afirma.

Tânia Antunes, presidente do Rancho Folclórico “Os Unidos” assume que existem dificuldades. “As dificuldades refletem-se ao nível de músicos, porque as pessoas que tinham mais conhecimento deste tipo de música foram falecendo ao longo do tempo, e os jovens não tem motivação para aprender este género musical. É difícil atrair jovens para aprender a tocar e a dançar, não é um público que seja facilmente cativável. A pandemia também enfraqueceu bastante o associativismo. E as questões monetárias. Há poucos incentivos à parte cultural no nosso país, quem diz folclore, diz música e artes em geral”.

Para Cirilo Coelho, vice-presidente e ensaiador do Rancho Folclórico “Os Unidos”, o gosto pelo folclore devia ser incutido desde cedo. “O nosso grupo maioritariamente são jovens, mas aqui no concelho de Penacova julgo que é muito difícil cativar as pessoas. Para os jovens gostarem de folclore, devia-lhes ser incutido esse gosto logo desde o início, nas escolas primárias”.

Tânia Antunes sublinha: “Não só é uma responsabilidade, mas também um orgulho representar as tradições da nossa terra, a cultura, representar o modo de vida que existia antigamente”.

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