Aeródromo de Viseu cresce 22% em número de movimentos durante 2020

Apesar dos grandes constrangimentos gerados pela pandemia, a infraestrutura teve um desempenho único no setor e no país

O setor da aviação foi gravemente afetado, a nível global, pelos impactos e restrições impostas pela pandemia da COVID-19. No entanto, o Aeródromo Municipal de Viseu manteve a tendência de crescimento que se tem verificado desde 2014, tendo registado este ano 13.051 movimentos. São mais 2330 movimentos comparativamente a 2019, o que representa um crescimento de 22 por cento.

A infraestrutura encontrava-se moribunda, mas em 2014 decidimos realizar uma aposta sério no Aeródromo Gonçalves Lobato, transformando-o no segundo mais importante do país, logo a seguir a Tires”, lembra António Almeida Henriques, presidente do Município de Viseu, a quem pertence a gestão da estrutura. “Investimos no reforço da equipa, na melhoria da pista, na criação de um novo quartel para os Bombeiros e que serve também os operacionais da GNR, conquistámos novas valências e estabelecemos pontes com parceiros relevantes no setor, como é o caso do IFA – Aviation Training Center”, explica o autarca.

Apesar do inevitável decréscimo em alguns indicadores, como o número de operações de transporte regular, a atividade de paraquedismo ou o número de passageiros na linha regional, o Aeródromo Municipal de Viseu teve um incremento relevante em várias áreas. Para além do número de movimentos, que em média subiram de 29 para 36 por dia entre 2019 e 2020, destaca-se o crescimento, ao nível da atividade noturna, de 158%, em grande parte devido à operação do INEM, onde todas as operações foram cumpridas sem atraso. “Este aumento só foi possível devido à reativação da iluminação noturna e outros meios de navegação e meteorológicos, decidida anteriormente pelo Município”, afirma o comandante Paulo Soares, diretor do Aeródromo.

Saliente-se ainda o contributo da parceria com o IFA – Aviation Training Center, que está neste momento a desenvolver vários cursos em Viseu, entre os quais o de piloto. A verdade é que o número de voos de instrução e treino contribuíram muito para o aumento do número de movimentos, registando crescimentos de 66% em avião e 79% em helicóptero. O comandante Paulo Soares considera “decisiva a decisão do Município de Viseu de não encerrar o Aeródromo aos operadores que aderiram ao cumprimento rigoroso do Plano de Contingência implementado, o que permitiu à infraestrutura dar resposta ao mercado e aos interesses nacionais. Referimo-nos, nomeadamente, à instrução e treino dos pilotos do combate aos fogos rurais, que não tiveram qualquer impedimento e constrangimento na obtenção/renovação das suas qualificações específicas para essa atividade”.

O Aeródromo Municipal de Viseu prossegue assim o plano de crescimento e consolidação definido, estando neste momento a aguardar a instalação do Comando Regional do Centro da Proteção Civil. Esta é, aliás, uma área onde a infraestrutura se tem distinguido. “Esperamos concluir a assinatura do protocolo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)para construção das instalações do CODIS e CNOS Alternativo, com recurso a Fundos Comunitários”, revela o Presidente da autarquia viseense. Mas os projetos não ficam por aqui. “Concluída esta fase, queremos dar o próximo salto para o alargamento da pista e conquista de voos logísticos e, no futuro, de passageiros”, afirma António Almeida Henriques.

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