Brasil atinge a marca de 14,4% de desempregados devido ao impacto da pandemia

Segundo IBGE, o índice corresponde a aumento de 1,2 pontos percentual face aos dados de julho deste ano e é o maior desde 2012.

Por Júlia Vilaça

Segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil subiu para o recorde de 14,4% no fim de setembro, atingindo mais de 14 milhões de pessoas, com um fechamento de 7,2 milhões de postos de trabalho em apenas 3 meses. Trata-se da maior taxa de desemprego desde o início da PNAD Contínua, em 2012.

O IBGE aponta que o aumento do desemprego foi dado, em maior parte, devido à atual pandemia do COVID-19. O órgão afirmou que “o isolamento social implicou em interrupções de atividades econômicas”, impedindo a busca por emprego, mas ponderou que outros fatores podem ter inferido no agravamento da situação.

Ao analisar os dados de 10 anos atrás, disponíveis no site do IBGE, em 2010, o Brasil contava com 6,7% de desempregados, sendo esta a menor taxa dos oito anos anteriores. Entretanto, desde então, esse número só tem aumentado e agravou a partir de 2017, atingindo a marca dos 12,7%. Em 2018 esse valor correspondia a 11,6% e no ano seguinte a 11%.

O que é o desemprego no Brasil

No Brasil, de forma simplificada, é considerada desempregada a pessoa que possui idade para trabalhar (acima de 14 anos), porém que estão disponíveis e a procura de um emprego. Sendo assim, não basta simplesmente não ter trabalho.

Por exemplo, um universitário que se dedica em tempo integral aos estudos, uma dona de casa que não trabalha fora ou uma empreendedora que possui negócio próprio, não são computados para os dados das pesquisas do IBGE. Segundo o Instituto, o estudante e a dona de casa são pessoas que estão fora da força de trabalho; já a empreendedora é considerada ocupada.

A PNAD Contínua é a pesquisa que mostra quantos desempregados há no Brasil. Nela, o que é conhecido popularmente como “desemprego”, aparece no conceito de “desocupação”.

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