A tradição que os aveirenses não deixam morrer

 

Todas os anos, de 10 a 15 de janeiro, S. Gonçalinho é celebrado pelos aveirenses e por quem se queira juntar a eles. S. Gonçalo, nome verdadeiro, era conhecido como santo casamenteiro e curandeiro e embora seja Santa Joana Princesa a padroeira da cidade, é S. Gonçalinho o protagonista da tradição mais enraizada e adorada pelos aveirenses, dos mais pequenos aos mais novos.

O Bairro da Beira-Mar assiste dia e noite a uma chuva de cavacas. Sim, chuva de cavacas. O biscoito envolto em açúcar é, a par com o santo, o rei da festa. É do cimo da capela de S. Gonçalinho que as cavacas são lançadas, cá em baixo a multidão tem como objetivo apanhar algumas antes que, opção A, caiam no chão, ou opção B, nas suas cabeças. Canas de pesca com rede, guarda-chuvas virados ao contrário, são alguns dos engenhos utilizados pelos “pescadores” de cavacas. Mas há também quem fique à espera que lhe caiam aos pés.

Para além desta tradição secular, as festas em honra de S. Gonçalinho contam este ano com a presença de João Pedro Pais, no sábado. Não podem faltar as tunas académicas da Universidade de Aveiro e ainda David Antunes e Vítor Rodrigues, dia 14 e 15.

 

Texto: Joana Maia Rodrigues

Imagem: Mordomia de S. Gonçalinho

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