“Viseu, cidade farol fora do eixo Setúbal – Braga”

No último dia do X congresso da SOPCOM, Patrícia Pinto apresentou o seu projeto de mestrado sobre os “contributos do marketing territorial para a estratégia das “smart cities”: o caso da cidade de Viseu”. O seu estudo foi orientado pelas professoras Ana Mafalda Matias e Teresa Antas de Barros, coordenadora da comissão organizadora do congresso.

O conceito de “Smart city”, algo muito recente em Portugal, é multidisciplinar e pode ter diversas análises e perspetivas. Patrícia Pinto define-o como o espaço que utiliza algumas ferramentas tecnológicas de informação e comunicação para conseguir garantir a qualidade de vida e o melhor tempo possível aos seus habitantes, aos seus visitantes e às pessoas que por lá passam.

O ponto de partida do projeto da oradora foi tentar perceber de que forma o as ferramentas de marketing podem contribuir para o desenvolvimento inteligente na cidade de Viseu, correlacionando estratégias e ações inteligentes com ações de marketing já implementadas na cidade de Viseu. “Há uma relação bilateral entre o marketing e planificação de uma cidade inteligente. É um plano a médio – longo prazo e a Viseu Marca assume um papel fundamental neste parâmetro”, salienta.

Viseu Marca, que foi uma das sete empresas a quem Patrícia Pinto aplicou entrevistas para perceber que tipos de práticas estariam a ser produzidas na cidade de Viseu. Os inquiridos identificaram a “mobilidade, como o MUV (projecto que está a ser desenvolvido), o orçamento participativo, a eficiência energética e a sustentabilidade como algumas das práticas que o município está a alavancar”, refere. A palestrante acrescenta que o município tem um papel fundamental nestas práticas, porque é o gestor das decisões da cidade que é considerada uma cidade farol fora do eixo de Setúbal – Braga, pela diversidade de oferta turística ou cultural.

A importância das tecnologias de informação e comunicação nas cidades inteligentes assumem um papel preponderante, pois “têm um grande impacto, uma grande influência. Não só pela questão da quantificação de dados, mas porque são ferramentas facilitadoras nos aspetos do dia a dia das pessoas”, indica Patrícia Pinto.

O projeto da antiga aluna da Escola Superior de Educação de Viseu contempla propostas de atuação para a cidade de Viriato. A oradora sugere que o município viseense deve continuar a promover iniciativas que coloquem a cidade numa perspetiva inteligente, “para termos uma cidade inclusiva e participada, tentando sempre fazer uma coesão entre gerações”. Patrícia enaltece a importância da cooperação entre municípios e territórios vizinhos, criando uma rede integrada e coesa de promoção do território, para além promoção de produtos singulares e autênticos da cidade de Viseu como um incentivo para aumentar a qualidade de vida e satisfação dos habitantes e dos visitantes da cidade.

Numa perspetiva de futuro, Patrícia relacionou um tema do passado recente com a importância de um plano estratégico. “Uma linha futura de investigação passa pela resiliência das cidades, para que consigam ter um plano estratégico pensado para conseguir precaver algumas questões. Tivemos agora, infelizmente, a calamidade dos incêndios e talvez um plano estratégico resiliente, com base em aspetos de uma cidade inteligente, pudesse ajudar a contribuir para diminuição do impacto dos danos que foram causados”, afirma.

Da sessão temática de “Comunicação organizacional e institucional – comunicação estratégica e meios tecnológicos”, moderada por Vasco Ribeiro, foram também abordados os temas das redes sociais como principal ferramenta de comunicação pública: um estudo de caso de campanha investe EU da Comissão Europeia, o On-line branding: estratégias de comunicação de designers de moda portugueses e Times globais: gestão eficaz gerando vantagem competitiva.

 

Texto: João Miguel Carvalho

Imagem: Diana Baltazar

 

 

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